Órgãos de segurança pública já definem ações para o Círio Fluvial

10/09/2019 21h05 - Atualizada em 11/09/2019 11h21
Por Aline Saavedra (SEGUP)

Instituições como a Marinha do Brasil, e grupamentos Aéreo e Marítimo Fluvial, além da Defesa Civil, devem atuar em conjuntoOs órgãos de Segurança Pública do Pará já estão definindo as ações de reforço na segurança para o Círio Fluvial, que neste ano ocorrerá no dia 12 de outubro, no sábado que precede a grande procissão da Festividade de Nossa Senhora de Nazaré. Terceira das 12 romarias oficiais da quadra nazarena, no Círio Fluvial a Imagem Peregrina é conduzida do trapiche de Icoaraci (distrito de Belém) até a escadinha do Cais do Porto, próximo ao centro comercial da capital paraense. Aproximadamente, 500 embarcações participam da romaria, percorrendo um trajeto de 18,5 km pelas águas da Baía do Guajará, em quase duas horas.

Segundo o delegado Arthur Braga, diretor do Grupamento Fluvial (Gflu), vinculado à Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), instituições como a Marinha do Brasil, Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp), Grupamento Marítimo Fluvial (Gmaf) e Defesa Civil, atuam em conjunto para evitar acidentes e irregularidades durante o percurso. De acordo com o delegado, entre oito e dez embarcações conduzem, de forma integrada, policiais civis e militares, bombeiros militares e agentes da Defesa Civil, garantindo um atendimento mais ágil nas ações de salvamento, quando necessário, durante a romaria.

O trabalho em conjunto também garante rapidez em casos de acidentes, como ocorreu no ano passado, quando houve princípio de incêndio em uma embarcação que acompanhava a romaria. “A atuação de todos os órgãos com o Gflu foi fundamental, pois tivemos uma resposta muito rápida devido à integração das equipes. Com essa integração já havia o Corpo de Bombeiros para prestar os primeiros socorros, e os policiais para ajudar na segurança e demais necessidades”, informou o delegado Arthur Braga.

O papel da Marinha com o Grupamento Fluvial é fundamental para que os policiais identifiquem barcos irregulares. Após o cadastro, cada embarcação recebe uma identificação para participar da romaria. Além disso, o cadastramento garante orientações sobre a forma de deslocamento, normas legais e contenção com acompanhamento antes e durante a procissão, inclusive com a condução do comandante para a Delegacia de Polícia, em caso de descumprimento das normas.