Segup discute importância da inteligência no combate à criminalidade

10/09/2019 20h11 - Atualizada em 11/09/2019 20h18
Por Walena Lopes (SEGUP)

A Secretaria Adjunta de Inteligência e Análise Criminal (Siac), ligada à Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), participou do XIII Encontro Nacional de Pós-Graduação em Geografia (Enanpege), realizado na Universidade de São Paulo (USP). O evento contou com as presenças das maiores referências nacionais no assunto, e teve como objetivo a troca de experiências e a busca de novas ferramentas de softwares voltadas à análise criminal.

“Este evento reuniu inúmeras das referências nacionais e da América Latina que pesquisam sobre os mais variados temas, em especial os que envolvem a criminalidade e a violência nas cidades”, informou o o geógrafo Rafael Borges, responsável pelas atividades de geoprocessamento da Diretoria de inteligência Estratégica (DIE), ligada à Siac, que participou do evento, realizado de 2 a 06 de setembro, em São Paulo (SP).

Os dados e o mapeamento da criminalidade e violência no Estado são coletados e apurados pela Siac, resultando em investimentos no desenvolvimento de técnicas e métodos para a melhoria dos serviços de inteligência e investigação dos órgãos de segurança do Pará.

Tipologia criminal - Com a Cartografia/Geoprocessamento Criminal é possível mapear informações, dados e elementos que possam ajudar na compreensão da tipologia criminal, auxiliando na gestão da segurança e no planejamento operacional. “A Geografia traz um olhar espacial e territorial, o que é fundamental para o entendimento das dinâmicas de grupos criminosos e, sobretudo, para a compreensão da criminalidade. Por meio de mapeamentos é possível visualizar as dinâmicas criminais urbanas, tornando de fácil entendimento o estudo de complexidades, como nos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), auxiliando no serviço de inteligência e no planejamento operacional”, ressaltou o geógrafo.

Para o secretário Adjunto de Inteligência e Analise Criminal, delegado André Costa, a parceria entre as universidades e os órgãos da segurança pública é uma realidade nacional. Essa colaboração ajuda na construção de sistemas e softwares que auxiliem nos serviços de inteligência e investigação.

“A busca do conhecimento acadêmico científico para a segurança pública já é uma realidade nos estados brasileiros. Inclusive, o Ceará apresenta um sistema mais moderno de inteligência direcionado à segurança pública, a partir de uma parceria positiva entre a Universidade Federal do Ceará e servidores da segurança pública do Estado. Essa parceria possibilita a criação de ferramentas e softwares que auxiliam, de forma mais eficaz, e com menor custo, na coleta e apuração de dados criminais. O Pará, há seis anos, já possui cursos de pós-graduação voltados à segurança pública, sendo este um fator primordial para que possamos desenvolver metodologias científicas direcionadas para o avanço ao combate da criminalidade violenta no nosso Estado”, ressaltou André Costa.