EGPA capacita servidores em Libras para melhorar atendimento a surdos

13/06/2019 17h39 - Atualizada em 13/06/2019 17h57
Por Barbara Brilhante (SEDOP)

Essa será a primeira turma a concluir o curso avançado da Língua Brasileira de SinaisA Escola de Governança Pública do Pará (EGPA) realiza, durante toda esta semana, o curso de capacitação em Língua Brasileira de Sinais (Libras), destinado a servidores de todo o Estado. Será a primeira turma do ano a concluir o curso avançado de Libras, que dá continuidade ao curso básico, realizado em maio pela maioria dos alunos que compõem a turma do avançado. No curso básico, a escola certificou 40 servidores. Desta vez, 35 servidores se inscreveram, e devem concluir a capacitação no final desta semana.

"A Escola é referência na realização de cursos para capacitação de servidores na Língua de Sinais. Nosso objetivo é aperfeiçoar o atendimento à população de surdos, garantindo maior qualidade na prestação dos serviços públicos", explicou a diretora-geral da EGPA, Evanilza Marinho.

Participam da qualificação servidores de diversos órgãos da administração estadual, como Superintendência do Sistema Penitenciário (Susipe), Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa), Ministério Público do Estado (MPE), Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), Universidade do Estado do Pará (Uepa), Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Pará (Arcon), Hospital de Clínicas Gaspar Viana (HCGV), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedop) e Fundação Cultural do Pará (CFP), além da Escola do Legislativo da Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça do Estado (TJE), Instituto de Terras do Pará (Iterpa) e Hospital Abelardo Santos.

A instrutora do curso, Ana Rute Braga Fernandes, explicou que o conteúdo ministrado oferece aos participantes ferramentas para que aprendam a melhor forma de atender pessoas com deficiência auditiva. "Eles aprendem pronomes demonstrativos e de tratamento, os instrumentos de Libras e como pedir e receber documentos", ressaltou.

A capacitação integra a grade de cursos abertos da EGPA, ofertados ao funcionalismo público municipal e estadual por meio da Coordenadoria e Direção de Qualificação. Os cursos semanais, com carga horária de 20 horas, são realizados pela manhã ou à tarde, na sede da instituição.

Atendimento com qualidade - A importância do exercício diário das atividades no local de trabalho com o benefício da capacitação foi destacado por Daniele Cristina Campos, agente administrativa na Fasepa. "No momento em que a gente recebe um requerente com esta deficiência, vamos ter como atendê-lo com qualidade. Com certeza é difícil para uma pessoa surda chegar a um órgão público e não ser atendida corretamente, como se não houvesse interesse em resolver sua demanda, sua solicitação", completou.

Para o atendente da Farmácia na Fundação Hemopa, Antônio Francisco Vilhena Lima, a comunicação com o usuário deficiente é ainda mais importante a partir dos conhecimentos adquiridos durante a capacitação. "A gente passa a dar o devido valor ao usuário deficiente auditivo. É fundamental que se possa atender a toda a população com o mesmo nível de qualidade", reiterou.